Você é filho de quem?

 Há alguns textos atrás, eu escrevi que fiquei na casa da amiga da vovó, a Miriam. 

Um breve histórico da Miriam, trabalhou por muitos anos na Johnson & Johnson e galgou os espaços de tudo quanto foi jeito para poder permanecer nos Estados Unidos, hoje é uma cidadã americana. A vovó e a Miriam se conheceram em um curso de inglês em meados dos anos 90 talvez anos 80. Se tornaram grandes amigas e a Miriam até chegou a ficar de baby sitter para tomar conta de mim. (Em um desses dias eu me lembro, e ela que me ensinou o que era a Lei de Murphy)

Esse breve curriculo é só para dizer que: ser uma pessoa íntegra, amável, e idônea faz com que a gente colha frutos no futuro. Não deve ser a única razão pela qual ser idôneo. Mas isso foi exatamente o motivo pelo qual eu conseui ficar na casa dela, por 3 meses, sem pagar um tostão, sendo amado e muito bem tratado. Eu cheguei a ter essa conversa com a Miriam, e fiz diretamente essa pergunta a ela: Eu só estou aqui, porque eu sou filho da minha mãe, não é mesmo? Sim - ela respondeu sem titubear. (Eu já sabia). Claro que a Miriam têm um apreço por mim, é óbvio que se eu nao fosse uma pessoa que ela considerasse íntegra eu não teria ficado esse tempo na casa dela. Mas o fato é: a situação se deu, por eu ser filho de quem eu sou.

Lembrando que esse período que eu fiquei lá foi um dos divisores de águas na minha área profissional.

Isso foi bem antes de você nascer mas já me fez crescer um sentimento de querer retribuir ao universo a sorte em que tive por ter uma mãe dessas, e espero que um dia alguma oportunidade se abra na sua frente ''só'' por você ser o meu filho. 

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